Teoricamente parece-me,no momento,que o determinismo possa ser a lei absoluta que rege o universo.Vejamos.Primeiro:deve-se renunciar à tentação de imprimir propósito moral ou qualquer outro ao processo.Segundo:não se deve pretender previsões lógicas,calculadas,para os fatos consequentes já que os dados implicados no processo são heterogêneos.Alguns são mensuráveis,outros não;alguns são perceptíveis,outros não.Só se tem conhecimento do fato consumado quando no plano dos nossos sentidos que,por sua vez,desencadeia consequências inevitáveis.
Temos,na realidade,potencialidades de alternativas legitimando o livre arbítrio.Mas,como garantir que a conduta aparentemente livre não esteja determinada irremediavelmente pela resultante de todos os fatores conhecidos ou não que possam ter nos "programado",vamos dizer assim?Deve haver uma margem,uma faixa de opções sintonizadas com cada resultante pessoal.Mas não deve haver dúvidas de que haverá uma gama bem mais vasta de condutas totalmente inconcebíveis e imcompatíveis para cada indivíduo e que,logicamente variará no tempo e no espaço já que é fácil de entender que o processo é dinâmico na sua totalidade,já que a ação dos fatores que incidem é constante e rica de nuances.
Se houvesse possibilidade de medir todos esses fatores que plasmam o ser seria possível prever sua conduta numa determinada faixa de certeza,em situações específicas.
Impõe-se levar em consideração a ação incontrolável,em termos de potencialidade, da bagagem genética que não podemos escolher.
Nessa ordem de idéias,quer me parecer que a psicanálise freudiana pega por escassez e a dialética marxista por excesso.
Muitos pensadores e estudiosos basearam suas teorias na idéia da bondade natural,congênita,do homem.Apesar de julgar atraente essa especulação sou inclinado a crer que nascemos sem medida de ordem moral.Nem bons,nem maus,mas com potencialide para tanto.Então somos um "vir a ser",com uma estrutura físico-psíquica fértil para o cultivo dessas propriedades.A genética,talvez,force o equilíbrio para um ou outro lado,porém,sem caráter decisivo.
Bem,então,deve-se concluir que ninguém tem culpa?Não sei.Talvez a superação desses fatores seja o que caracteriza a dimensão humana entre os seres vivos.
Chega.
domingo, 17 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
PRECE
-- Se eu acreditasse em Deus rezaria assim:
-- Imunizai-me das crenças sectárias, em especial das religiosas.
-- Dai-me morte súbita - se não for pedir demais - dormindo.
-- Protegei os meus entes queridos das suas (Deus) recaídas de humor negro: acidentes, atentados, doenças incapacitantes, incuráveis e seqüestros (como crente eu acreditaria num dos seus atributos em face do qual os outros são redundantes: a onipotência).
-- Se fizer algum outro mundo por aí, puxa, não esqueça de dar os retoques. Leve mais de sete dias. Não entendo essa pressa para quem transita na Eternidade. Só podia dar no que deu.
-- Institua de uma vez na Terra o primado da pessoa, do altruísmo, do desprendimento, da tolerência e da solidariedade, substituindo de vez o atual que se baseia nas coisas, no ter, no egoísmo e na intolerância. Se continuar confiando na transição gradativa nesse sentido, então-não me leve a mal- mas está na hora de se aposentar e deixar as coisas conosco que já temos uma experiência de Terra suficiente, e, ao contrário do Senhor, soberano dos mundos existen-tes e por existir, só nos preocupamos é com ela, a nossa velha e acolhedora Terra.
-- Não permita que um número cada vez maior de seus diletos filhos continuem alheios a suas identidades. Dá-lhes visão interior também. Caso contrário não passrão de carcaças animadas.
-- Protejei as crianças dos conflitos, recalques, complexos, frustrações, despreparo e ignorância de um número cada vez maior de pais.
-- Protejei os pais dos conflitos, recalques, complexos, frustrações, despreparo e ignorância de um número maior de filhos.
-- Vê se dá para substituir os políticos por outra coisa menos predatória, nem que tenha caráter só ornamental.
-- Dê forças e luzes às mulheres para não se envolverem tão ingenuamente nas artimanhas sedutoras dos homens. Dê-lhes respeito próprio. Senso de medida também, para não temerem os homens. Iluminai-as para que percebam que a fraqueza delas não está em nossa força. Se-rá, Senhor, que elas entenderão essa sutileza?
-- Institua um Ato Institucional com o número que quiser, suspendendo a decrepitude, a senilidade, e um outro cassando a impotência... é, a sexual, claro (não consigo alcançar o propósito dessa sua criação. Que troço mais sem graça e de mau gosto!).
-- Imunizai-me das crenças sectárias, em especial das religiosas.
-- Dai-me morte súbita - se não for pedir demais - dormindo.
-- Protegei os meus entes queridos das suas (Deus) recaídas de humor negro: acidentes, atentados, doenças incapacitantes, incuráveis e seqüestros (como crente eu acreditaria num dos seus atributos em face do qual os outros são redundantes: a onipotência).
-- Se fizer algum outro mundo por aí, puxa, não esqueça de dar os retoques. Leve mais de sete dias. Não entendo essa pressa para quem transita na Eternidade. Só podia dar no que deu.
-- Institua de uma vez na Terra o primado da pessoa, do altruísmo, do desprendimento, da tolerência e da solidariedade, substituindo de vez o atual que se baseia nas coisas, no ter, no egoísmo e na intolerância. Se continuar confiando na transição gradativa nesse sentido, então-não me leve a mal- mas está na hora de se aposentar e deixar as coisas conosco que já temos uma experiência de Terra suficiente, e, ao contrário do Senhor, soberano dos mundos existen-tes e por existir, só nos preocupamos é com ela, a nossa velha e acolhedora Terra.
-- Não permita que um número cada vez maior de seus diletos filhos continuem alheios a suas identidades. Dá-lhes visão interior também. Caso contrário não passrão de carcaças animadas.
-- Protejei as crianças dos conflitos, recalques, complexos, frustrações, despreparo e ignorância de um número cada vez maior de pais.
-- Protejei os pais dos conflitos, recalques, complexos, frustrações, despreparo e ignorância de um número maior de filhos.
-- Vê se dá para substituir os políticos por outra coisa menos predatória, nem que tenha caráter só ornamental.
-- Dê forças e luzes às mulheres para não se envolverem tão ingenuamente nas artimanhas sedutoras dos homens. Dê-lhes respeito próprio. Senso de medida também, para não temerem os homens. Iluminai-as para que percebam que a fraqueza delas não está em nossa força. Se-rá, Senhor, que elas entenderão essa sutileza?
-- Institua um Ato Institucional com o número que quiser, suspendendo a decrepitude, a senilidade, e um outro cassando a impotência... é, a sexual, claro (não consigo alcançar o propósito dessa sua criação. Que troço mais sem graça e de mau gosto!).
Amém
domingo, 10 de outubro de 2010
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