Após um longo recesso estou de volta. Se eu tivesse que opinar sobre a personalidade histórica de todos os tempos eu optaria por Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, um cidadão do século 21 que nasceu no século 19. Foi um espírito empreendedor excepcional para a época. Criou o Banco do Brasil, fez a primeira estrada de ferro nacional, promoveu a navegação no rio Amazonas, iluminou o Rio de Janeiro com sua empresa de gás, emprestou dinheiro para o governo uruguaio, após se desfazer do Banco do Brasil para o governo, criou o Banco Mauá. Era de uma atividade produtiva impressionante. Como era de esperar, sofreu a inveja da elite medíocre contemporânea, foi perseguido, obstaculizado em seus empreendimentos. Aumentaram substancialmente as taxas de importação para tornar inviável a aquisição de implementos para as suas obras. Para gaudio da nobreza perdulária e ociosa e da elite financeira conservadora conseguiram vencê-lo. Na falência e diabético pagou todas as suas contas antes de morrer. Nos Estados Unidos seria lendário e exaltado através do tempo. Leiam a sua biografia.
Para variar, assim como sucedeu-se com maioria dos nossos presidentes que optaram por industrializar o brasil e tornar o brasil brasileiro ao invés de europeu ou americano, sendo que não foram muitos. O barão de Mauá provou que a indústria era nossa saída para finalmente acabar com o fantasma da agricultura e levar o país para frente. Seu destino foi o mesmo da industrialização, fez sucesso em outro país.. morrendo para nós.
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